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quarta-feira, 9 de julho de 2008

dose única

você desperta do sono sem abrir os olhos,
mas sabe que não está na sua cama.
é outra textura, outra maciez do colchão, outro cheiro.
e tem um braço embaixo da sua nuca.
a posição te incomoda e vc decide abrir os olhos.
e vê ao seu lado um rosto pouco conhecido.
fica observando os traços por alguns segundos,
a curva do nariz, os contornos da boca, os olhos.
repara nas remelas e acha engraçado.
respira fundo.
é hora de levantar.
mas você ainda não quer, está com um pouco de preguiça.
quer preservar por alguns minutos ainda o gosto de cabo de guarda-chuva que tem na boca.
pois sabe que, uma vez de dentes escovados, uma vez de roupa,
uma vez em pé a caminho da porta,
não vai mais voltar.

a Bia insiste em dizer q esse meu pensamento é bobagem. "ele vai te ligar, eu tenho certeza", ela diz. eu tento, mas é difícil faze-la entender que eu não estou nenhum pouco preocupada com isso, que tanto faz, uma vez se bastou. "não é possível, Majô, pq vc fica se fazendo de durona? vc nao gostou do cara?" e tento traduzir pra uma liguagem q talvez ela entenda: "Já ouviu falar em remédio de dose única, dona enfermeira?"

quinta-feira, 19 de junho de 2008

thinking twice

EU NÃO TE AMO MAIS!!! foi o que eu gritei para o Anderson antes dele deixar o nosso apartamento de vez. foi da boca para fora, mas ele acreditou e não teve mais volta. a essas e outras atitudes impulsivas devo grande parte das minhas tantas cabeçadas. depois q a Bia andou me falando umas verdades essa semana, pq eu reclamei q nada dava certo, veio de repente na minha cabeça uma sequência gigante de flashbacks de muita coisa q fiz do genero por aí e só me ferrei.

* quando joguei fora todas as fotos minhas com o PH (tinha cada relíquia d'Os Lanternas);
* quando larguei do emprego de cenógrafa/iluminadora de shows só pq eu nao ia com a cara da bicha do produtor (hj eles estão produzindo várias turnês na Europa e eu pastando num escritoriozinho de arquitetura de merda);
* todas as vezes q ri na cara do filho do caseiro q dizia querer um dia casar se comigo (logo depois ele engravidou outra, casou e fez outro filho);
* o dia em que olhei para o bilau do intelectualóide e disse "que brinquedinho bonitinho" (será por isso q ele ficou meio-mastro pra sempre?)
* as vezes q bebi demais e acordei em lugares q nao lembrava como fui parar (nessas já perdi celular, documento, dinheiro e vários acessórios).

a lista é longa... e eu resolvi seguir os conselhos da Bia - pelo menos tentar - de me controlar. só q essa coisa de guardar pra mim, sei lá, viu? não é muito da minha natureza. a primeira "oportunidade" já foi na terça, qdo saí pra tomar um chopp com o pessoal do escritório e um tio que estava na mesa de trás inclinou a cadeira pra puxar um papinho muito besta e inconveninente comigo. minha vontade era dizer: "cuidado, que nessa idade, se cair e quebrar, depois não cura mais". mas fiquei na minha. não ganhei nada tendo paciência. do contrário, perdi tempo fingindo ser educada e o gato da mesa da frente, que eu estava paquerando mesmo desde que cheguei, foi embora sem eu nem sequer ter chance de dizer um "oi".

sexta-feira, 13 de junho de 2008

pra não dizer que não ganhei flores

a minha chefa tem seus momentos sargento, mas ela é legal.
ela é uma solteirona convicta, dessas workaholics, que levam o trabalho super a sério, dão bronca, exigem e tal. mas ela não é o tipo mal humorada. tem personalidade forte e tudo, se impõe, mas não é do tipo amarga, nem sapata. aliás, dizem q ela é devoradora de menininhos na internet. hehehe

e o engraçado é q ela chefia uma equipe q só tem meninas encalhadas a espera de um marinheiro valente que as tire do ancoradouro, entre elas, eu. nos momentos mais descontraídos, ela sempre tenta nos desiludir, fala pra gente sair por aí catando todos, enfim. ela é a favor de liberar geral.

qdo uma de nós chega no escritório reclamando que "fulano não ligou", ela dá risada da nossa inocência, escurraça com nossa imaturidade e sempre solta alguma frase cínica acabando mais ainda com nossas esperanças, o que dói, mas é engraçado..

mas ontem, dia dos namorados, ela resolveu fazer uma caridade um pouco na contra-mão de tudo o que ela diz, e foi o máximo. ela encomendou flores pra todas nós, que foram entregues no escritório, com um cartãozinho escrito: "Feliz daquele que for seu namorado". e contratou um moço lindo-lindo-lindo pra entregar. hahahahah

foi um verdadeiro frisson no escritório. até o moço se divertiu, entrou na brincadeira. mas ficou por isso mesmo, lógico.

e depois foi demais voltar pra casa andando na rua com aquele buquesão de flores, entrar no metrô com todo mundo achando q tem alguém muito brega e totalmente apaixonado por mim.

ai, ai!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

papéis invertidos

quando a gente entra numa espiral de bizarrices é difícil sair. e porque eu sou teimosa, e porque não me controlo, despenquei de novo até a fazenda da minha madrinha no feriadão passado, mesmo sabendo que os meus primos não iriam e que ela tinha uns assuntos pra resolver e não me daria muita atenção. fui com a desculpa de descansar, cavalgar, mas na verdade com a intenção de rever o filho do caseiro. mas pro meu azar (ou sorte, ou praga da Bia) ele não estava lá. ele pediu uma folguinha pra ir com a família visitar sei lá quem e a minha madrinha deu. cruzes! foi fazer oq? foi trocar um porco por uma enxada?

na minha cabeça, como tudo gira em torno de mim, lógico que ele não estava lá porque descobriu que eu iria e não quis me encarar - era o que eu tentava acreditar para me sentir talvez um pouco mais importante. e por causa disso entrei num parafuso danado, me sentindo um nada, rejeitada, sem minha prima pra conversar, desabafar, chorar as pitangas, sem ao menos um shopping pra eu comprar uma bota nova e dar uns chutes no ar com ela, fiquei literalmente a ver navios nuns dias irritantemente lindos, de céu azul, porém inúteis e sem sentido pra mim.

me restou a Darlene, cozinheira de lá há anos q conheço desde criança. ela adora ouvir rádio AM enquanto cozinha e conta sobre a vida dos outros. o papo tava bom, mas o som já tava me irritando quando, eis que toca uma música sertaneja que, desculpa, Jotapê, me fez lembrar de você, da sua situação com a Leandra, e por um momento eu ri. minto, eu ri até q bastantinho, de tanto q a letra se encaixa na história. porém, não sei porque, quando a música foi chegando no finzinho, acho q me senti culpada por um monte de coisa, inclusive de ter rido do Jotapê e de nao estar aqui nem pra dar uma força a ele, mas principalmente por estar ali no fim do mundo para representar justamente o papel inverso, um papel besta, egoísta, abominável e ingrato de ser "a outra", e eu entrei num surto ridículo de choro sem parar. "eu te entendo, filha. eu te entendo", consolava a Darlene sem fazer a menor idéia (espero, aiaiai) do que estava acontecendo. "come um doce q passa"

Eis a tal música:

De igual pra igual, Matogrosso e Mathias

quarta-feira, 21 de maio de 2008

abstinência

oco, oco, oco.
falta alguma coisa.
faltam várias.
nao sei por que estou postando. nao tenho nada a dizer mesmo.
acho q estou postando só para preencher o vazio.
meu, do blog, da falta do que fazer, da ausencia da Bia.
mas de que adianta preencher um vazio com nada?
alarga mais ainda o buraco.
e a gente vê um amplo panorama de ausencia geral.
kd a Leandra q a gente adora falar mal?
kd o pau?
só tem oco, vazio, ausencia, falta, zero, nada, sem.
nem comentários têm.
nem consolo.
nem nada.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

o que nos resta é uma festinha

meu deeeeuusss!!! qta turbulência.

depois da notícia de q JP e Leandra terminaram, eu queria falar a sós com a Bia, pra saber como a gente ia poder ajudar nosso amigo. mas quem disse q eu encontrava essa mulher? acabou q a gente conseguiu almoçar juntas rapidinho na segunda. mas quem disse q falamos do JP? Ela resolveu me dar uma bronca atrasada por causa da minha recaída com o filho do caseiro. ela falou tanto no meu ouvido q não consegui me defender e lá se foi nossa hora de almoço.

mas agora eu vou dizer tudo, tá? Bia, entenda o seguinte: eu sei q ele já me fez sofrer demais. mas ele foi o meu primeiro amor. qtas vezes preciso te explicar isso? aquela coisa bonita e inevitável de criança aprontona, a gente se encontrando todas as férias, passando dias inteiros juntos, brincando no mato faz parte da minha história. primeiro beijo, primeira transa. deu no q deu. até hj qdo encontro com ele, eu estremeço. mesmo sabendo q ele leva uma vida q jamais vou acompanhar. e q eu levo uma vida q jamais ele vai acompanhar. mesmo sabendo q hj ele já está casado, com filhos e feliz (droga!). é feio me deixar levar por esse sentimento, passar por cima de um monte de coisas. é um sentimento egoísta e canalha. mas eu estremeço qdo encontro com ele. eu brinco, mas nao consigo de verdade achar q ele é apenas o filho do caseiro.

falhei ao ter a minha recaída. eu sei. mas confesso q ainda penso e sonho com ele. muito. e estou com uma puta vontade de voltar lá no próximo feriado pra repetir tudo o q fizemos e gritar pra todo mundo, pra pato, pra ganso, pras galinhas e a fazenda inteira, acordar minha madrinha, os vizinhos gritando "filho do caseiro, eu sempre vou te amar!!!". ok, isso é ridículo e vc já tirou da minha cabeça. até falou q parece história de novela B. ha-ha. senti vontade de te lembrar q não sou eu q tenho nome de revistinha erótica.

mas eu sou impulsiva e esse tipo de coisa é muito, muitíssimo tentador pra mim. daí vc vem me consolar dizendo q vai ter uma festinha, q eu posso conhecer alguém legal. chego à dura conclusao de q tudo q me resta mesmo agora é ir com vc e com o JP pra uma festinha. mas não vai ser pra paquerar ninguém, vai ser pra beber até cair. q merda, eu queria mesmo era o filho do caseiro pra mim. mas tudo bem, no fim, a gente sabe, a gente sempre acha algum motivo pra rir nessas horas, nem q seja de nós mesmos (pensando bem gostar do filho do caseiro por si só já deve ser motivo de piada pra algumas pessoas). mas sinceramente, eu preferia era rir dos outros.

e q venha a festinha!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

essa tal liberdade

parece que estou vendo um filme da minha própria vida quando escuto as histórias do Jotapê e da Leandra. meu último namoro também durou por um tempo longo, metade da história deles, quatro anos, mas também foi longo. eu e Anderson até chegamos a morar juntos. tivemos muitos momentos bons, grande parte acima da média. e é lógico que quando tudo acabou (isso faz quase um ano) foi muito dolorido, e ainda é. mas hoje vejo com um pouco mais de clareza que encerrar ali foi necessário. eu era e ainda sou jovem demais para ter algo tão sério com alguém.

hoje, eu tenho a minha casa, a minha rotina, as minhas coisas, as minhas contas para pagar, o meu tempo só pra mim e eu me viro muito bem nesse meu mundo, aproveito melhor a vida, coisa que antes eu jamais imaginava fazer. eu não era capaz de enxergar a minha existência sem ser a metade de um casal. estar fora disso, para mim, era o mesmo que não estar. mas forçadamente, ainda bem, hoje sei que ser uma só, decidir tudo por mim, não atrelar meu próximo passo ao do outro, enfim, entender o que é liberdade, pra mim tem sido a melhor experiência que vivi até agora.

liberdade pra quem é novinho (eu sou nova, mas não novinha) se confunde com zoação, ir pra onde quer, com quem quer, na hora que quer, voltar quando quer ou nem sequer voltar. até pouco tempo atrás eu achava que era isso também. é claro que em termos é, sim, mas na verdade é algo muito maior.

não quero dizer com isso que deva ser assim pra sempre, mas é importante que seja agora. não quero dizer com isso que saio por aí fazendo mil loucuras, mas me sinto à vontade para fazer as coisas dentro dos limites que eu mesma coloco. não quero dizer com isso indiretamente que o Jotapê deva terminar com a Leandra, mas declaradamente acho que ele deve refletir sobre isso. pra que hoje ele não se veja um velho na pele de novo, pra que amanhã não se veja um moleque na pele de um velho. pra que entenda primeiro o que é ser livre e só então possa juntar sua própria liberdade com a de outra pessoa. a Bia já sabe o que é isso. talvez seja a única de nós no ponto de saber.

ps. Bia, só não me caia na cilada de se apaixonar por um gay, hein? aliás, oq vc anda fazendo essa semana q nao blogou???

terça-feira, 15 de abril de 2008

A inveja é uma merda

Domingo à tarde, eu e a Jú na praia, estendidas que nem duas jacaroas. Resolvemos aproveitar nosso restinho de final de semana e a folga de segunda em Santos. Antes que me chamem de folgada, quero avisar que tinha acabado de largar um plantão de 24 horas em Guarulhos, ok?

Nosso plano era: descer e não ter que fazer almoço nem jantar (a gente fica na casa da mãe da Julianne, que faz de tudo pra agradar a bebezinha de 28 anos que a abandou e mudou pra São Paulo), pegar uma praia e aproveitar pra beber até cair gastando pouco de taxi.

Daí a gente liga pra Luiza, amiga da Jú lá de Santos, pra saber qual era a boa da noite: Badovick? Heins? Ou chutar o balde e ir direto pro Toninho ou pro bar do Jorge de havaianas mesmo? Daí a Luiza vem com essa:

- Não posso, amiga, to morta hoje, não agüento nem nada light. To desde quarta saindo toda noite.

- É mesmo? E o que tanto tem pra fazer nessa cidade?, perguntou a Jú.

- Ah... amiga, tu sabe né? Eu não valho nada, to de A a Zinco.

Essa eu não conhecia: “de A a Zinco”. Achei o máximo, caiu na rede é peixe e revirar a agendinha é coisa do passado. A moda agora é “de A a Zinco”.

Sinceramente, não sei como a Luiza agüenta. Tudo bem que ela trabalha na comissária de despachos do pai e só entra às 10h, mas haja vitamina né? E homem? Onde é que ela arruma tanto homem em uma cidade de 400 mil habitantes e eu tendo toda a Grande São Paulo aos meus pés (com plantões em Guarulhos e São Bernardo) não consigo nem chegar à Aspirina C.

Eita fase. Acho que to precisando de um negão pra tirar a zica. Ah, só um detalhezinho que omiti até aqui: a Luiza é loira e magra!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

brochada intelectual

Minha avó costumava dizer q pensar demais faz o sangue subir pra cabeça e faltar nos braços... Mas acho que só agora estou começando a entender o que realmente ela queria dizer com isso. Algumas amigas já haviam criado milhares de teorias sobre homens muito intelectualizados e o ponto em comum em quase todas era que esses caras não funcionam bem na cama. Sempre achei besteira, pq afinal, sempre namorei homens inteligentes e eles não faziam feio nesse aspecto. Mas hoje noto que ser inteligente é uma coisa, ser intelectual é outra.

Nessa manhã preguiçosa de domingo, com aquela chuva emprestada do sábado, recebo um torpedo: "Afim de um filminho hoje na minha casa?" Era do intelectualóide que eu beijei na festinha da amiga da Cris na semana passada. Achei meio avançadinho o convite, mas como no geral achei ele meio devagar, não vi nenhum mal e respondi: "Q hs?"

Tudo ia bem. Fiquei impressionada com o bom gosto - até demais - do apartamento, a decoração, os quadros, a iluminação... Ele criou um clima legal com a música, vinho e tal... Logo saquei que havia subestimado a intenção do rapaz e pensei "ainda bem que minha depilação ainda está no prazo de validade". Aos poucos relaxei, ele ligou o filme, fui me envolvendo, mas não sei o que aconteceu... Ai, Conto ou não conto? Bom, como prometi q ia jogar um holofote nas minhas coisas obscuras, então... lá vai:

Foi só começar o filme e ele entrou numas conversas de quem dirigiu, perguntava se eu gostava do diretor, se eu conhecia a obra do cara. Começou a citar vários outros e me perguntar sobre eles. Ahh Pera lá, quer brincar de quiz? Se inscreve no Silvio Santos. Comecei a me irritar com o papo. Acho que ele percebeu e resolveu me dar uns amassos pra consertar. Até que... rolou. Mas ele não se empolgou como deveria. Quero dizer, não é que ele falhou totalmente. Mas a bandeira ficou hasteada o tempo todo a meio-mastro. Foi uma bosta. Engraçado que ele se comportou como se tudo estivesse normal!!! Ou é bom ator, ou é sempre assim.

Na hora de a gente se despedir, ele deu a entender que quer me ver de novo. E agora? Dou uma segunda chance?

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Update
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Essa é para o Jotapê

quinta-feira, 20 de março de 2008

me dá um crunch? te dou um 'sensação'

tudo mudou de um ano pra cá na minha vida, até as idas aos supermercados. digo, principalmente as idas aos supermercados. porque desde que estou sem namorar, não preciso mais trazer coisinhas que agradem o "mô": danette, biscoito passatempo, cerveja miller (olha a viadagem), bisnaguinha... meu carrinho agora foi exorcisado e passa no caixa sempre com: activia, pão integral, leite desnatado, torrada integral, queijo minas, frutinhas, verdurinhas, sem contar as milhares de opções de comidas pré-prontas de porção única.

hoje, na véspera do feriadão de Páscoa, passei no supermercado. cheio como nunca, filas e mais filas... e ao andar pelos corredores repletos de ovos e Páscoa me dei conta de que pela primeira vez em quatro anos, não só o meu carrinho ia ficar sem a cerveja miller, como também sem ovo de páscoa. puxa, eu até estava com vontade de dar um sensação e ganhar um crunch, sabe? quem sabe no ano que vem... mas antes de ir para o caixa, dei uma ultima voltinha no corredor, espiei os preços, até estendi minha mão pra pegar um... mas senti q estava sendo observada pela promotora de vendas e temi ser desmascarada no meu ato fraudulento de comprar um ovo para mim mesma.

ao me ver em dúvida ela disse: "leva um serenata de amor"
respondi: "não é o caso"
ela riu e eu segui para o caixa de mãos abanando.

nessas horas queria ser como a Bia. ela está no mesmo time q eu, mas não tem desses problemas. comprou sem culpa um talento para se garantir, q eu sei, eu tava junto. e ela fez com a maior naturalidade do mundo... E o Jotapê não tem esse problema nem pra escolher o sabor. pelo décimo ano consecutivo, como todo mundo sabe, vai dar um sonho de valsa e ganhar um diamante negro. nao é? hehe