Mostrando postagens com marcador intelectualóide. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador intelectualóide. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de abril de 2008

tpm

toda vez que minha mãe me chama de dramática rindo na minha cara sinto que ela na verdade pensa que eu sou uma palhaça de circo
digo (dentro da minha cabeça)
:
mamãe, pega essas tuas longas unhas arredondadas e vai lavar as minhas calcinhas.
vc vai sentir o cheiro de fêmea brava no cio!
as minhas unhas são quadradas pq tudo nessa vida tem ponta onde a gente se enrosca.
e se arranha
nada é fácil, nada é redondo e é por isso q eu faço drama, muito drama mesmo!!!

Estou puta porque:

1) Soube há poucos minutos por e-mail que não passei na seleção da bolsa para o curso Master in Lighting Design (MDL), na Itália, pro qual eu vinha me preparando arduamente.

2) Descobri que a Bia PERDEU o meu DVD da Ana Carolina e Seu Jorge porque emprestou sem eu saber para o Jotapê, que deixou na casa da Leandra! O mesmo q foi motivo da maior briga na hora da "partilha de bens" quando eu e Anderson terminamos.

3) Minha chefe efetivou uma estagiária maldita e folgada q não sabe fazer nada sozinha e ainda fica pendurada no meu ramal fofocando com as amigas!

4) Após me ligar várias vezes neste fim de semana me chamando pra sair e só ouvindo desculpas, o intelectualóide meio-mastro ligou mais uma vez para para "terminar" (o q ele nem começou). Disse que "não estava pronto para um novo compromisso". haha tá bom, vai, isso até foi divertido.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Feitiço do Tempo

Tentei falar com Leandra a semana inteira, mas ela me evitou com a velha desculpa de que precisava estudar para o exame da Ordem. Ela sempre usa esse pretexto quando não quer falar comigo. Depois de prestar esse maldito exame por cinco vezes, acho que nem ela mesma acredita que vai passar algum dia.

Na falta do que fazer em plena sexta à noite, convidei as meninas para assistirem a um filme comigo. Depois da experiência com o intelectualóide meio-mastro, a Majô até pensou que eu estava de brincadeira, mas acabou vindo. Elas estão do meu lado, me enchendo de palpites, enquanto tento escrever.

- Jotapê, não sabia que você sabia escrever tão bem - acaba de me dizer a Bia.

- É verdade. Pra mim, faz tempo que você não é mais que o "namorado da Leandra" - falou a Majô, na seqüência.

Fui obrigado a concordar. Em algum momento deixei de ser um cara legal, interessante e engraçado para me tornar esse Jotapê estranho, o "namorado da Leandra". Eu sempre soube escrever bem, oras! Afinal, eu não era o letrista d'Os Lanternas? Meu irmão mais velho (sim, o ex da Majô) era apenas o vocalista. E pensar que, na época, nós nos achávamos os próprios irmãos Gallagher...

Em vez do sucesso, acabei largando a banda a pedido de Leandra, que reclamava da rotina de ensaios e shows mambembes. Em vez de fazer a faculdade de Cinema que eu tanto queria, acabei me formando em administração, e hoje não consigo explicar a ninguém o que eu faço. Em vez de...

- Jotapê, você escreve bem, mas é lerdo demais! - reclamou a Bia. - Vem logo que o filme vai começar.

Tudo bem. Eu já assisti a esse filme várias vezes. Tudo não passa de uma grande repetição, não é mesmo?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

tente outra vez

essa história de "a primeira impressão é a que fica" pra mim é papo velho, slogan de desodorante fedorento. eu acredito na segunda chance. pq nem sempre a gente acerta logo de cara.

a primeira coisa q iluminei na vida foi o show de estréia da antiga banda do Jotapê (na época que eu ainda namorava o PH, o irmão dele) e foi um desastre. Eu adorava ver os ensaios e queria participar. mas como não sabia tocar nada, eles me mandaram ajudar com as luzes pra eu parar de encher o saco. o lugar - um boteco tenebroso - nao tinha sistema de iluminacao e eles queriam fazer algo diferente. toda empolgada, fui eu na loja gastar o dinheiro da mesada em lâmpadas coloridas e extensões. tudo na voltagem errada! resultado? na hora H a luz ficou fraquiiiiiinha e o episódio entrou para a história como a "noite das lanternas". a banda até mudou de nome depois para Os Lanternas. é claro q os meninos me xingaram demais e tiraram muito sarro de mim (até hoje!). mesmo assim, me deixaram tentar de novo. e no show seguinte me empenhei tanto q essa brincadeira acabou virando a minha paixão, a minha profissão.

pensando em tudo isso, resolvi dar uma segunda chance para o intelectualóide. sei lá. pensei q, talvez, ele meio-brochou na nossa primeira vez por minha causa e não por causa dele. vai ver na hora q ele sacou q eu nao sei nada de cinema pensou "afff q ignorante" e não se empolgou. A Bia achou essa idéia nadaver, o Jotapê disse que era bem possível. então, antes do nosso encontro no sábado, só pra garantir, resolvi entrar num treinamento intensivo de cinema. peguei uns dvds emprestados com a Cris, vasculhei o imdb.com, a wikipedia, o omelete, o e-pipoca atrás de referências. e cheguei no encontro qse uma Rubens Ewald Filho de saia (e sem cavanhaque). foi legal. a conversa flui melhor. ele se soltou bem mais.

porém... ai, porém
na hora fatídica em que a bandeira foi hasteada, luto!
aconteceu de novo! e não teve Oliver Stone q fizesse ela subir para mais de meio-mastro.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

brochada intelectual

Minha avó costumava dizer q pensar demais faz o sangue subir pra cabeça e faltar nos braços... Mas acho que só agora estou começando a entender o que realmente ela queria dizer com isso. Algumas amigas já haviam criado milhares de teorias sobre homens muito intelectualizados e o ponto em comum em quase todas era que esses caras não funcionam bem na cama. Sempre achei besteira, pq afinal, sempre namorei homens inteligentes e eles não faziam feio nesse aspecto. Mas hoje noto que ser inteligente é uma coisa, ser intelectual é outra.

Nessa manhã preguiçosa de domingo, com aquela chuva emprestada do sábado, recebo um torpedo: "Afim de um filminho hoje na minha casa?" Era do intelectualóide que eu beijei na festinha da amiga da Cris na semana passada. Achei meio avançadinho o convite, mas como no geral achei ele meio devagar, não vi nenhum mal e respondi: "Q hs?"

Tudo ia bem. Fiquei impressionada com o bom gosto - até demais - do apartamento, a decoração, os quadros, a iluminação... Ele criou um clima legal com a música, vinho e tal... Logo saquei que havia subestimado a intenção do rapaz e pensei "ainda bem que minha depilação ainda está no prazo de validade". Aos poucos relaxei, ele ligou o filme, fui me envolvendo, mas não sei o que aconteceu... Ai, Conto ou não conto? Bom, como prometi q ia jogar um holofote nas minhas coisas obscuras, então... lá vai:

Foi só começar o filme e ele entrou numas conversas de quem dirigiu, perguntava se eu gostava do diretor, se eu conhecia a obra do cara. Começou a citar vários outros e me perguntar sobre eles. Ahh Pera lá, quer brincar de quiz? Se inscreve no Silvio Santos. Comecei a me irritar com o papo. Acho que ele percebeu e resolveu me dar uns amassos pra consertar. Até que... rolou. Mas ele não se empolgou como deveria. Quero dizer, não é que ele falhou totalmente. Mas a bandeira ficou hasteada o tempo todo a meio-mastro. Foi uma bosta. Engraçado que ele se comportou como se tudo estivesse normal!!! Ou é bom ator, ou é sempre assim.

Na hora de a gente se despedir, ele deu a entender que quer me ver de novo. E agora? Dou uma segunda chance?

=====
Update
=====

Essa é para o Jotapê

quarta-feira, 2 de abril de 2008

sábado de aleluia

não posso me queixar desse último sábado. motivo 1 - aleluia! conheci um cara legal. motivo 2 - um cara legal que dá mais valor ao papo do que à bunda. motivo 3 - meu ex colaborou sem saber.

foi assim: a Cris, nossa amiga jornalista - que escolheu a profissão só para aparecer na TV mas ainda não conseguiu, conforme bem lembrou a Bia - me chamou para uma festinha. era aniversário de uma amiga de faculdade dela. então, já imagina, povinho descolado, falante, música boa, muita bebida e tal...

um cara lindo, alto e estiloso resolveu se aproximar e puxou um papinho de intelectual. pensamento 1: "ferrou! quanto tempo vou conseguir manter uma conversa com um jornalista?" ele contou que escrevia para um site de música, mas que também gostava de cinema e literatura... (ou era o contrário?) pensamento 2: "se o assunto for esse, não sobrevivo mais dois minutos!"

tentei caprichar nas respostas. contei que já tinha iluminado montagens de peças teatrais e shows. parece que esse papo interessou, mas chegou o momento fatal em que o assunto acabou. pensamento 3: "ou agarro agora, ou tudo está perdido"

até que meu falecido ex rogou por mim! a camiseta do paquera tinha uma estampa do Joy Division exatamente igual a uma que o Anderson tem, só muda a cor. Depois que notei esse precioso detalhe, tudo o que fiz foi repetir literalmente toda a opinião do meu ex que cansei de ouvir sobre bandas de rock. as mesmas que ele me obrigava a escutar repetidas vezes, até quando a gente transava (quer coisa pior que transar ouvindo Joy Division no repeat?) resultado: funcionou, ficamos e teve até troca de telefones.

resposta 1 - não, ainda não transamos e nem ouvimos Joy Division.
resposta 2 - eu sei. sou uma fraude, obrigada.
resposta 3 - tá, tá, ok. ele gostou foi do Anderson, mas quem beijou fui eu!