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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Bom de cama, boa de seringa

Gripei. É a única explicação que encontro para o fato de não ter atualizado o blog no fim de semana e de ter caído na cama com uma febre de 38 graus (eu sei, é pouco, mas pra mim é o suficiente).

Quando contei para a Majô, pelo telefone, o motivo da minha ausência (do blog e da balada que ela havia arrumado pra gente), ela rotulou a minha doença de síndrome de "tô-com-medo-de-comer-a-Cris". Pode até ser que ela tenha razão, pois quando ela disse que a Cris estava ao lado dela parece até que meu estado piorou.

Pois bem, passei no médico hoje cedo (o mínimo que podia fazer, trabalhando em um hospital). Eu já me sentia melhor, mesmo assim ele (por sorte, não era o Dr. Machado) me receitou uma injeção.

E adivinhem quem estava lá, para aplicá-la?

- Que coincidência! - disse a Bia, quando me viu. - Vamos curar logo essa gripe que eu quero te ver na ativa!

- Espere aí, você não quer que eu...

- Eu preciso aplicar a injeção. E o melhor lugar é aí atrás, acredite.

- Eu não vou mostrar minha bunda pra vc!

- Vai, Jotapê! Sabe quantas bundas eu vejo todo dia?

- Não entende como isso é constrangedor?

- Ora, vai dizer que nunca imaginou que isso pudesse acontecer um dia?

- Imaginei, mas não era exatamente desse jeito, você, com essa seringa...

- Anda, seu pervertido! Vira logo de costas e baixa essa calça. E relaxa o músculo senão vai ficar doendo a semana toda!

- Como se fosse fácil.

- Quer que eu chame outra enfermeira? Ou quem sabe você prefira um enfermeiro...

- Não, não! Vai logo com esse troço. Mas cuidado!

Não posso dizer se ela fez ou não o trabalho direito. Só sei que minha bunda está doendo até agora. Mas a gripe, pelo menos, melhorou.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Quero ser má!!

Há gente que acha bonito ser ingênuo, considera uma virtude. Alguns caras que até têm tesão por isso. Eu, sinceramente, acho uma babaquice só. É óbvio que não me refiro à ingenuidade de uma criança, porque ai é diferente. To falando da ingenuidade de adulto mesmo. Pra mim, isso não existe, de duas uma: ou a pessoa não tem porra nenhuma de ingenuidade e é só fingimento ou o lance tem outro nome, chama-se trouxisse.

Infelizmente eu me enquadro na categoria desse tipo de trouxa, babaca, gente que é passada pra atrás, gente sem “malícia” no teor não-sexual da palavra. Desde a escola foi assim comigo. Eu sempre colocava o nome de algum folgado em um trabalho que tinha feito sozinha e quando eu precisava do mesmo favor, nunca rolava, porque todo mundo já estava com os grupos lotados.

E o pior que não aprendi com isso. Continuo otária. É comigo que as pessoas vêm falar primeiro quando querem trocar de plantão. É pra mim que a minha mãe pede pra buscar pão no frio. É só o meu carro que o meu irmão pega sem pedir. É a minha intimidade que o Jotapê faz questão de expor aqui quando não tem nada da vida dele pra contar. É a minha saia que a Majô devolve fedendo a cigarro, porque as roupas da Cris ela sempre lava antes de devolver.

Ai, to de saco cheio de mim. A Jú tem razão, não tenho critério e gosto de todo mundo. Sei lá, acho que as pessoas não têm maldade, que todo mundo é meu amigo.

Se chega um bandido no hospital, é a Bia que eles mandam. Até que essa semana aconteceu o pior: um deles passou a mão em mim! Chorei de raiva. Não me perguntem por que não xinguei ou soquei os pontos dele. Simplesmente sai chorando. Precisou um filho da puta desses me lembrar que tenho bunda, porque se depender do meu namorado... mas essa é outra história, que continua em suspenso até que eu tenha algo digno pra escrever aqui. Uma decisão de verdade.

sábado, 21 de junho de 2008

Picapau amarelo

- Sabe uma coisa que eu notei? - disse a Majô, ontem à noite, enquanto assistíamos a um filme com o André Valli, o agora saudoso Visconde de Sabugosa da primeira versão do Sítio (que eu nem me lembro de ter assistido, mas tudo bem), no Canal Brasil.

- O quê? - perguntei, sem muito ânimo para dar corda, porque quando a Majô começa com as teorias dela, sai de baixo.

- Acho que eu sei porque nós três somos tão amigos, você, a Bia e eu. Nós estamos sempre de mau humor.

- Ah é?

- É, você já fez um flashback dos nossos posts no blog? É só desgraça.

- Me desculpe se eu acabei de terminar um namoro de oito anos e não sou a pessoa mais feliz do mundo...

- Não estou dando bronca. Tá vendo? A gente encara tudo sempre do pior modo possível.

- Não sei, tenho uma outra teoria. Acho que nós somos amigos justamente porque somos bem diferentes um do outro.

Ela me olhou de um jeito meio incrédulo, como se eu fosse incapaz de fazer qualquer raciocínio mais elaborado como esse.

- E o que nós temos de tão diferente, Jay Pee???

- Ora, veja a Bia. Tão bem resolvida, trabalhadora, madura... e se envolve com um cara que nós dois sabemos que parece ter outras preferências...

- É. Eu no lugar dela já teria tirado ele à força do armário.

- Pois é. Mas eu também não tenho muita moral. Estou aqui sem saber o que fazer da vida, sozinho, num emprego chato...

- Você não tem atitude, Jotapê. Conheço várias garotas que ficariam caidinhas por você. A própria Cris já me disse que é a maior fã dos seus posts...

- Sério? A Cris é bem gata, você bem que podia agitar...

- Mas, e eu?

- Você o quê?

- Não vai falar nada de mim? A Bia é uma madura sonsa, você um frustrado. E eu, qual o meu defeito?

- Ora, Majoca, você sabe. Nem preciso dizer que o seu jeito de ser é um pouco... como posso dizer... cruel?

- EU, CRUEL? Que culpa eu tenho de ser expansiva e dizer o que me der na telha?

- Você faz mais do que isso. Às vezes eu me pergunto por que você sempre corre atrás de caras como o filho do caseiro e o intelectualóide. Tenho certeza que esse cara está traumatizado, e meio-mastro, até hoje por sua causa.

- Será? Ai, essa eu pagava pra ver!

- Tá vendo? Eu falei, isso é crueldade!

- Puxa, será que você tem razão? Será que todos me odeiam, até no blog?

- Não sei. Só sei que eu ia escrever um post sobre o Visconde de Sabugosa e o filme de hoje. Mas agora você estragou tudo.

- Isso não foi maldade minha. Acho que nesse caso eu te fiz até um favor.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

thinking twice

EU NÃO TE AMO MAIS!!! foi o que eu gritei para o Anderson antes dele deixar o nosso apartamento de vez. foi da boca para fora, mas ele acreditou e não teve mais volta. a essas e outras atitudes impulsivas devo grande parte das minhas tantas cabeçadas. depois q a Bia andou me falando umas verdades essa semana, pq eu reclamei q nada dava certo, veio de repente na minha cabeça uma sequência gigante de flashbacks de muita coisa q fiz do genero por aí e só me ferrei.

* quando joguei fora todas as fotos minhas com o PH (tinha cada relíquia d'Os Lanternas);
* quando larguei do emprego de cenógrafa/iluminadora de shows só pq eu nao ia com a cara da bicha do produtor (hj eles estão produzindo várias turnês na Europa e eu pastando num escritoriozinho de arquitetura de merda);
* todas as vezes q ri na cara do filho do caseiro q dizia querer um dia casar se comigo (logo depois ele engravidou outra, casou e fez outro filho);
* o dia em que olhei para o bilau do intelectualóide e disse "que brinquedinho bonitinho" (será por isso q ele ficou meio-mastro pra sempre?)
* as vezes q bebi demais e acordei em lugares q nao lembrava como fui parar (nessas já perdi celular, documento, dinheiro e vários acessórios).

a lista é longa... e eu resolvi seguir os conselhos da Bia - pelo menos tentar - de me controlar. só q essa coisa de guardar pra mim, sei lá, viu? não é muito da minha natureza. a primeira "oportunidade" já foi na terça, qdo saí pra tomar um chopp com o pessoal do escritório e um tio que estava na mesa de trás inclinou a cadeira pra puxar um papinho muito besta e inconveninente comigo. minha vontade era dizer: "cuidado, que nessa idade, se cair e quebrar, depois não cura mais". mas fiquei na minha. não ganhei nada tendo paciência. do contrário, perdi tempo fingindo ser educada e o gato da mesa da frente, que eu estava paquerando mesmo desde que cheguei, foi embora sem eu nem sequer ter chance de dizer um "oi".

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vícios, prazeres ou soluções?

Café, coca-cola, chocolate, citalopram, sibutramina, fluoxetina (o bom e velho Prozac), maconha, sexo, bala mentos, cutucar a unha encravada. Coisas que já me fizeram ficar acordada, feliz, calma, sossegada, sem fome. Muitas vezes supriram minha necessidade de afeto e aconchego. Embora esteja numa fase feliz e magra “dentro do biótipo pêra herdado na minha mãe”, essa semana andei puxando pela minha memória algo que poderia fazer por mim mesma, pelo meu corpo e alma, e não encontrei a resposta numa barra da Nestlé, na rapidinha com o André ou na Starbucks. Acho que preciso de sono, de cama, do meu endredom. Vou tentar isso e depois aviso se deu certo. Fiz uma confusão com os meus plantões e acabei pegando noturnos nos três empregos na última semana. Espero bons sonhos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

cavalos e homens

caramba, como eu estava com saudades do Pacato! eu não sabia q era tanta saudade até montar nele todos os dias desse feriadão. fiquei até assada. kkkk calma gente, Pacato é o cavalo que a minha madrinha me deu qdo eu era pequena. ele fica lá na fazenda dela. fazia tempo q eu não ia e resolvi aproveitar a folguinha do feriado para relaxar no meio do mato. foi bom, revi minha madrinha e os primos Érika e Bruno, comi doce de abóbora, vaca atolada, chupei laranja no pé, dormi com estrelas, acordei com passarinhos, enfim, renasci.

a outra parte boa: tirei a zica. a Bia e o Jotapê vão me matar mas, sim, eu tive uma recaída com o filho do caseiro, o Nilson (malditos nomes com o final son!). depois de anos sem vê-lo, fui buscar o Pacato no estábulo e quem encontro? O próprio. ele estava cuidando justamente do meu cavalo. lindo e forte como nunca. desculpa, não resisti. deu um pouco de trabalho dar umas sumidas, fazer tudo escondido, mas acho que ninguém desconfiou. mesmo pq o que não falta naquela fazenda é lugar pra se esconder. ai, minha infância!

o duro foi ter q ouvir depois de tudo isso o comentário:

- continua uma potranca!

ai, a frase está tilintando até agora na minha cabeça...
:|

Tá, vcs podem falar oq quiserem, q eu sou fraca, q não devia, q ele é canalha, mas só pensei q eu tenho direito de um trato. Depois de uma experiência frustradérrima com o intelectualóide, eu tinha q tirar o atraso com um cara, digamos, mais macho. e, devo dizer, a diferença é gritante. depois dessa prova dos 9, passei a ser adepta da tese de que desempenho sexual e intelecto têm relações inversamente proporcionais.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Feitiço do Tempo

Tentei falar com Leandra a semana inteira, mas ela me evitou com a velha desculpa de que precisava estudar para o exame da Ordem. Ela sempre usa esse pretexto quando não quer falar comigo. Depois de prestar esse maldito exame por cinco vezes, acho que nem ela mesma acredita que vai passar algum dia.

Na falta do que fazer em plena sexta à noite, convidei as meninas para assistirem a um filme comigo. Depois da experiência com o intelectualóide meio-mastro, a Majô até pensou que eu estava de brincadeira, mas acabou vindo. Elas estão do meu lado, me enchendo de palpites, enquanto tento escrever.

- Jotapê, não sabia que você sabia escrever tão bem - acaba de me dizer a Bia.

- É verdade. Pra mim, faz tempo que você não é mais que o "namorado da Leandra" - falou a Majô, na seqüência.

Fui obrigado a concordar. Em algum momento deixei de ser um cara legal, interessante e engraçado para me tornar esse Jotapê estranho, o "namorado da Leandra". Eu sempre soube escrever bem, oras! Afinal, eu não era o letrista d'Os Lanternas? Meu irmão mais velho (sim, o ex da Majô) era apenas o vocalista. E pensar que, na época, nós nos achávamos os próprios irmãos Gallagher...

Em vez do sucesso, acabei largando a banda a pedido de Leandra, que reclamava da rotina de ensaios e shows mambembes. Em vez de fazer a faculdade de Cinema que eu tanto queria, acabei me formando em administração, e hoje não consigo explicar a ninguém o que eu faço. Em vez de...

- Jotapê, você escreve bem, mas é lerdo demais! - reclamou a Bia. - Vem logo que o filme vai começar.

Tudo bem. Eu já assisti a esse filme várias vezes. Tudo não passa de uma grande repetição, não é mesmo?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

brochada intelectual

Minha avó costumava dizer q pensar demais faz o sangue subir pra cabeça e faltar nos braços... Mas acho que só agora estou começando a entender o que realmente ela queria dizer com isso. Algumas amigas já haviam criado milhares de teorias sobre homens muito intelectualizados e o ponto em comum em quase todas era que esses caras não funcionam bem na cama. Sempre achei besteira, pq afinal, sempre namorei homens inteligentes e eles não faziam feio nesse aspecto. Mas hoje noto que ser inteligente é uma coisa, ser intelectual é outra.

Nessa manhã preguiçosa de domingo, com aquela chuva emprestada do sábado, recebo um torpedo: "Afim de um filminho hoje na minha casa?" Era do intelectualóide que eu beijei na festinha da amiga da Cris na semana passada. Achei meio avançadinho o convite, mas como no geral achei ele meio devagar, não vi nenhum mal e respondi: "Q hs?"

Tudo ia bem. Fiquei impressionada com o bom gosto - até demais - do apartamento, a decoração, os quadros, a iluminação... Ele criou um clima legal com a música, vinho e tal... Logo saquei que havia subestimado a intenção do rapaz e pensei "ainda bem que minha depilação ainda está no prazo de validade". Aos poucos relaxei, ele ligou o filme, fui me envolvendo, mas não sei o que aconteceu... Ai, Conto ou não conto? Bom, como prometi q ia jogar um holofote nas minhas coisas obscuras, então... lá vai:

Foi só começar o filme e ele entrou numas conversas de quem dirigiu, perguntava se eu gostava do diretor, se eu conhecia a obra do cara. Começou a citar vários outros e me perguntar sobre eles. Ahh Pera lá, quer brincar de quiz? Se inscreve no Silvio Santos. Comecei a me irritar com o papo. Acho que ele percebeu e resolveu me dar uns amassos pra consertar. Até que... rolou. Mas ele não se empolgou como deveria. Quero dizer, não é que ele falhou totalmente. Mas a bandeira ficou hasteada o tempo todo a meio-mastro. Foi uma bosta. Engraçado que ele se comportou como se tudo estivesse normal!!! Ou é bom ator, ou é sempre assim.

Na hora de a gente se despedir, ele deu a entender que quer me ver de novo. E agora? Dou uma segunda chance?

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Update
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Essa é para o Jotapê