Domingo à tarde, eu e a Jú na praia, estendidas que nem duas jacaroas. Resolvemos aproveitar nosso restinho de final de semana e a folga de segunda em Santos. Antes que me chamem de folgada, quero avisar que tinha acabado de largar um plantão de 24 horas em Guarulhos, ok?
Nosso plano era: descer e não ter que fazer almoço nem jantar (a gente fica na casa da mãe da Julianne, que faz de tudo pra agradar a bebezinha de 28 anos que a abandou e mudou pra São Paulo), pegar uma praia e aproveitar pra beber até cair gastando pouco de taxi.
Daí a gente liga pra Luiza, amiga da Jú lá de Santos, pra saber qual era a boa da noite: Badovick? Heins? Ou chutar o balde e ir direto pro Toninho ou pro bar do Jorge de havaianas mesmo? Daí a Luiza vem com essa:
- Não posso, amiga, to morta hoje, não agüento nem nada light. To desde quarta saindo toda noite.
- É mesmo? E o que tanto tem pra fazer nessa cidade?, perguntou a Jú.
- Ah... amiga, tu sabe né? Eu não valho nada, to de A a Zinco.
Essa eu não conhecia: “de A a Zinco”. Achei o máximo, caiu na rede é peixe e revirar a agendinha é coisa do passado. A moda agora é “de A a Zinco”.
Sinceramente, não sei como a Luiza agüenta. Tudo bem que ela trabalha na comissária de despachos do pai e só entra às 10h, mas haja vitamina né? E homem? Onde é que ela arruma tanto homem em uma cidade de 400 mil habitantes e eu tendo toda a Grande São Paulo aos meus pés (com plantões em Guarulhos e São Bernardo) não consigo nem chegar à Aspirina C.
Eita fase. Acho que to precisando de um negão pra tirar a zica. Ah, só um detalhezinho que omiti até aqui: a Luiza é loira e magra!
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terça-feira, 15 de abril de 2008
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